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Mesmo aposentado, José Dantas Neto segue reconhecido pelo CNPq e prepara novo livro para 2026


 
Engenheiro agrônomo, escritor, pesquisador e estudioso da história do Vale do Sabugy mantém legado intelectual ativo e celebra reconhecimento nacional mesmo após a aposentadoria

"Mesmo aposentado, e pouco atuando, ainda tenho o reconhecimento do CNPq."

A frase dita por José Dantas Neto resume não apenas um sentimento de gratidão, mas também o peso de uma trajetória construída ao longo de décadas dedicadas à pesquisa, à produção acadêmica e ao resgate histórico-cultural do sertão paraibano.

O nome do escritor e pesquisador voltou a ganhar destaque após a divulgação da lista de pesquisadores contemplados com bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculados ao Centro de Tecnologia e Recursos Naturais (CTRN), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Entre os contemplados aparece José Dantas Neto, reafirmando o reconhecimento institucional a um trabalho intelectual que ultrapassa gerações.

Mesmo aposentado e atualmente com atuação reduzida no meio acadêmico, José Dantas Neto continua sendo lembrado e valorizado pelo CNPq, um dos mais importantes órgãos de incentivo à pesquisa científica no Brasil. O reconhecimento representa não apenas uma valorização individual, mas também o respeito a uma vida inteira dedicada ao conhecimento, à educação e à preservação da memória histórica do sertão nordestino, e porque não dizer de toda a Paraíba.

Natural de São Mamede-PB, no Vale do Sabugy, José Dantas Neto construiu uma trajetória marcada pela pesquisa científica e pelo interesse permanente em temas ligados à história regional, meio ambiente, cultura sertaneja e memória social. Ao longo dos anos, participou de trabalhos acadêmicos, produções científicas e pesquisas voltadas ao desenvolvimento regional.

Além da atuação acadêmica em Engenharia Agrícola, José Dantas Neto também consolidou seu nome no campo literário e historiográfico, especialmente após o lançamento do livro “A Ribeira do Sabugy e suas histórias, 1701-1961”, obra lançada em 2024 e que rapidamente passou a ser referência para pesquisadores, estudantes e amantes da história regional.

A obra mergulha profundamente na formação histórica do Vale do Sabugy, trazendo relatos, documentos, episódios políticos, personagens históricos e acontecimentos marcantes que ajudaram a moldar a identidade da região ao longo de mais de dois séculos.

Entre os temas abordados no livro estão o surgimento das cidades da Ribeira do Sabugy, a educação no século XIX, figuras religiosas importantes, episódios ligados ao cangaço, escravidão, política sertaneja e personagens históricos da região.

O livro também ganhou destaque recentemente por trazer registros históricos sobre o coronel Manoel Benício da Silva, considerado um dos mais importantes combatentes do cangaço na Paraíba. Em reportagem publicada anteriormente, foi destacado que José Dantas Neto entregou um exemplar da obra ao neto de Manoel Benício, reforçando o compromisso do autor com a preservação da memória sertaneja e com o resgate de personagens históricos esquecidos pelo tempo.

Mais do que escrever fatos históricos, José Dantas Neto tem se dedicado a reconstruir identidades, preservar memórias familiares e valorizar acontecimentos que fazem parte da formação cultural do sertão paraibano.


O reconhecimento do CNPq chega justamente em um momento especial da vida do escritor. Mesmo aposentado, José Dantas Neto continua produzindo e já prepara um novo livro com lançamento previsto para meados 2026.

A expectativa em torno da nova obra é grande entre leitores, pesquisadores e admiradores do autor, especialmente após a repercussão de seus trabalhos anteriores sobre a história do Vale do Sabugy. O novo livro, previsto para 2026, terá como foco o resgate histórico de antigas famílias, personagens e acontecimentos marcantes da região, reforçando mais uma vez o compromisso de José Dantas Neto com a preservação da memória sertaneja e documental. A publicação deverá aprofundar temas ligados às origens sociais e culturais do sertão paraibano, linha de pesquisa que acompanha toda a trajetória intelectual do escritor.

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Para muitos estudiosos da região, José Dantas Neto pertence a uma geração de pesquisadores que transformaram a memória oral do sertão em patrimônio documental, permitindo que fatos históricos, tradições e personagens não fossem apagados pelo tempo.

Além da produção historiográfica, José Dantas Neto também possui participação em trabalhos voltados à área ambiental e científica. Entre as publicações relacionadas ao meio acadêmico está a obra “Recuperação de Áreas Degradadas: Conceitos, Temas e Casos”, publicada em parceria com outros pesquisadores e ligada ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da UFCG. 

A produção intelectual do pesquisador demonstra versatilidade e compromisso com diferentes áreas do conhecimento, unindo ciência, pesquisa ambiental, história regional e valorização cultural.

O reconhecimento concedido pelo CNPq possui um significado ainda mais simbólico por ocorrer após a aposentadoria. Em um país onde muitos pesquisadores enfrentam dificuldades para manter projetos científicos e reconhecimento institucional, continuar sendo lembrado e valorizado representa uma conquista construída com credibilidade e contribuição efetiva ao conhecimento.

Além da atuação como pesquisador e escritor, José Dantas Neto também possui importante participação nas instituições culturais de Santa Luzia. Ele é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Luzia (IHGSL) e atualmente ocupa o cargo de vice-presidente da entidade, contribuindo diretamente para a preservação da memória histórica, cultural e documental do município e do Vale do Sabugy. Sua atuação no instituto reforça o compromisso permanente com a valorização das raízes sertanejas, do patrimônio histórico regional e da produção intelectual voltada à identidade cultural da Paraíba.

Para Santa Luzia e toda a região do Vale do Sabugy, José Dantas Neto se tornou um dos principais nomes ligados à preservação da história local. Seu trabalho ultrapassa os limites acadêmicos e alcança famílias, estudantes, pesquisadores e leitores interessados em compreender as raízes históricas do sertão paraibano.

Ao comentar sobre o reconhecimento, a frase dita pelo escritor ganha ainda mais força:

“Mesmo aposentado, e pouco atuando, ainda tenho o reconhecimento do CNPq.”

A declaração carrega o sentimento de alguém que dedicou a vida à pesquisa e que, mesmo distante do ritmo intenso de outras épocas, continua sendo respeitado pela relevância de sua contribuição intelectual.

Enquanto prepara seu novo livro para 2026, José Dantas Neto segue escrevendo seu nome na história cultural e acadêmica da Paraíba, mantendo viva a memória da Ribeira do Sabugy e reafirmando o valor da pesquisa, da literatura e do conhecimento produzido no sertão.

Henrique Melo - Rede Sertão PB


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