Eu estava pensando e me aprofundando em pesquisas sobre um tema que se relaciona com o atual contexto político envolvendo os “Bolsonaros”, o Banco Master, Vorcaro e o filme que eles usaram para essa roubalheira toda.
Por que as pessoas mentem?
Por que os políticos mentem?
E é claro, todo esse questionamento observado do ponto de vista psicológico.
Durante a pesquisa, me lembrei de um livro que li "Desvendando os segredos da linguagem corporal". Inclusive, tenho esse livro no formato físico e digital, além de outras pesquisas nesse sentido. Acompanho também até aquele canal “Metaforando”, entre outros especialistas que analisaram o comportamento, o gestual e a fala de Flávio Bolsonaro quando, em entrevistas, foi questionado a respeito do fundo criado para a realização do filme e o dinheiro por “esse” fundo arrecadado.
Vejam bem: existem três explicações básicas para as pessoas mentirem. Mentem para se proteger, para esconder traumas ou para manipular situações e pessoas.
Outro ponto-chave nessa questão é que a verdade é algo inevitável. Traduzindo isso: “a mentira tem perna curta”, no sentido de que ela não vai muito longe. E, mesmo quando enterrada, a verdade vai sendo revelada aos poucos, muitas vezes de forma chocante.
É aquela velha ilusão das aparências do “Deus, Pátria e Família”. "Pra bom entendedor, meia palavra basta".
Quem parece inocente pode não ser e, em algum momento, a máscara cai. E quem parece culpado pode esconder outra verdade.
A verdade é que a verdade pode até demorar, pode vir distorcida, parecer até complicada para o entendimento por parte de algumas pessoas, mas, quando aparece, nem sempre traz alívio para o mentiroso, às vezes traz consequências devastadoras.
Essa lógica não é de hoje. Mentiras podem até sustentar uma realidade por um determinado tempo, mas a verdade sempre encontra uma forma de emergir, e, geralmente, cobra um preço que pode ser muito alto para o ou os mentirosos.
Entendam uma coisa: a mentira funciona em curto e/ou médio prazo. Quanto maior a mentira, mais esforço é preciso para mantê-la. Quando ela cai, não cai devagar, cai de uma vez.
O padrão é simples e universal.
Toda mentira precisa de sustentação, e sustentação depende de controle. Já controles falham e, quando falham, a verdade aparece, não porque alguém quis, mas porque ficou impossível escondê-la por muito tempo.
Entenderam ou precisa desenhar?!
A mentira não fracassa por falta de força, mas por excesso de peso.
Quanto mais cresce, mais difícil fica sustentá-la, até o momento em que desaba.
Nesse caso dos “Bolsonaros”, o que podemos ver é que a mentira pode até durar, mas não é estável. Quando cai, leva junto quem a construiu.
Henrique Melo – Rede Sertão PB









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